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Review: O Planeta do Exílio, de Ursula K. Le Guin

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“Todos os homens são alienígenas uns para os outros, às vezes, não apenas os alienígenas”

Planeta do exílio é um dos primeiros romances escritos para o Ciclo de Hanin, da Le Guin e percebe-se no decorrer da trama os temas que definiram suas grandes obras passadas nesse universo grande, alienígena, cruel e belo que ela criou.

Como presente na introdução, um dos principais temas tratados por toda a obra da Le Guin é a noção de casamento, mais visto como a união, junção, de dois diferentes. É possível notar que neste ponto de sua vida, Le Guin ainda não havia lido (ou pelo menos, não havia internalizado da forma que moldaria sua obra no futuro) os escritos de Emma Goldman.

Contudo, os germes da ideia já estão presentes. E acho que a maior parte do proveito deste livro está nessa percepção do que na história em si. O livro não é ruim, e a conversa que ele abre a adaptação à suas circunstâncias e a dependência no outro é interessante, mas é explorada de maneira muito mais profunda em A Mão Esquerda da Escuridão e Os Despossuídos. Para além disso, semelhanças históricas entre os Gaal’s e a migração oeste dos Hans torna a leitura agradável e divertida.

Não acho que é possível errar com a Le Guin, mas esse livro falta a língua mais afiada e olhar mais penetrante para si e para o exterior que consagra a autora como uma das maiores do século XX.

3/7 estrelas